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O negócio da IP Brasil é grande consumidor de energia, porém a maior parte dela é produzida internamente nas fábricas, sem sobrecarregar o abastecimento elétrico das cidades.

Além disso, a IP produz uma energia limpa, sendo mais de 92% de origem renovável, baseada principalmente na queima de biomassa, o eucalipto. Essa energia é distribuída entre a eletricidade, licor, biomassa e vapor. Os 8% restantes constituem a parte de energia não renovável, gerada a partir de óleo combustível, gás natural e diesel.

 

Em 2017, o consumo de energia da IP Brasil foi de aproximadamente 42 milhões de GJ. A comparação do consumo de energia entre 2016 demonstra um aumento de 3,4%.

 

A IP Brasil busca reduzir o consumo de energia e tornar sua matriz energética cada vez mais baseada em energias renováveis. Em 2017, a companhia conseguiu reduzir seu consumo de óleo combustível em 10%. A melhoria na eficiência energética é também uma das metas de sustentabilidade 2020 globais, visando ao aumento de 15%.

 Emissões

 

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Em 2017, a IP Brasil emitiu mais de 3 milhões de tCO2 (incluindo fontes biogênicas), sendo 97,5% referente às emissões diretas (Escopo 1) e 2,5% às emissões indiretas (Escopo 2). Devido a alta demanda de energia para o processo produtivo da IP, é necessário a queima de biomassa e combustíveis fósseis nas unidades, transformando energia térmica em diversos outros tipos. Essa queima gera emissões de CO2, que são mensuradas e controladas. Além disso, as florestas da IP capturam o CO2 proveniente na atmosfera, realizando um balanço com o volume emitido pelas operações da companhia.  A comparação entre os dados de emissões referentes a 2016 e a 2017 revela que as emissões totais de GEE da companhia tiveram aumento de 3,2%. Esse aumento está diretamente relacionado com o aumento do consumo de energia.

 

As emissões atmosféricas apresentaram ligeira variação, notando redução de 8% e 2% nas emissões de NOx e SOx respectivamente (de 2016 a 2017). As emissões de Material Particulado se mantiveram estáveis e sem alterações.

 

Como forma de gestão de suas emissões, a IP Brasil mantém um controle rigoroso sobre seus processos, promovendo campanhas de amostragem dos gases emitidos e atuando em conformidade com a legislação. Na busca por constantes melhorias para mitigar os impactos e aumentar o consumo de energia de origem renovável, a IP desenvolve projetos em suas unidades de produção.

 

As metas globais da companhia para 2020 consideram a redução de emissões ao ar e emissão de gases do efeito estufa, e há esforços globais para a redução de lançamentos à atmosfera.

 

Neste relatório, foram reportadas as fontes abiogênicas e biogênicas de gases de efeito estufa. O cálculo foi feito de acordo com os fatores de conversão do National Council for Air and Stream Improvement (NCASI) e do GHG Protocol para os combustíveis utilizados nas atividades. Os gases incluídos no cálculo são metano, dióxido de carbono e óxido nitroso.

Total de Emissões Atmosféricas (Ton/ano)

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Os valores não incluem as emissões dos veículos e das máquinas agrícolas da unidade florestal.

 

A verificação de SOx, NOx e material particulado é feita de acordo com a exigência da legislação local, por amostragem de chaminés. As empresas contratadas possuem a acreditação e a certificação necessárias, seguindo metodologia descrita nos relatórios de coleta.

 Emissões

 

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A água utilizada pelas unidades da IP Brasil é majoritariamente de superfície. Ela é captada do rio Mogi Guaçu, para as unidades de Mogi Guaçu e de Luiz Antônio; do rio Paraná, para a unidade de Três Lagoas; do rio Atibaia, para a unidade de Paulínia; do córrego dos Abreus, para a unidade de Franco da Rocha; do rio Taquari-Guaçu, para a fábrica de Nova Campina; e do aquífero Cristalino, para a unidade florestal. A captação é sempre realizada respeitando-se as outorgas emitidas pelos órgãos governamentais competentes. As unidades de Manaus, Suzano e Rio Verde utilizam água de poços artesianos.

 

Os rios que fornecem o abastecimento das unidades da companhia não são considerados sensíveis e não se encontram em áreas protegidas. A IP não usa água de áreas úmidas listadas pela Convenção de Ramsar. É importante afirmar, também, que a captação de água para os processos produtivos da empresa não afeta povos indígenas ou comunidades locais.

 

A IP estabelece metas internas para o consumo de água nos processos, buscando sempre novas tecnologias para reduzi-lo. Em muitos pontos do processo, como em máquinas de papel para imprimir e escrever, utiliza-se água em circuito fechado, o que eleva a reutilização e minimiza perdas. Em 2017, a companhia utilizou cerca de 58 milhões de m3 de água, uma redução de 2,5% comparado ao ano anterior.

 

O negócio da IP é intensivo em uso de água, mas não em consumo, já que após o processo de fabricação, aproximadamente 91% do volume é devolvido aos corpos hídricos na forma de efluente tratado nas unidades de papel para imprimir e escrever, e 90% nas unidades de embalagens. A maior atenção quanto à utilização desse recurso é no impacto do uso múltiplo com comunidades próximas as nossas unidades e a qualidade dos efluentes despejados.

 

Na IP, os efluentes de todas as unidades são submetidos, antes do descarte, a tratamento biológico com lodo ativado; em algumas unidades, ele é previamente tratado pelo método físico-químico. Desse modo, a companhia recorre ao processo atualmente mais utilizado para depuração de efluentes sanitários e industriais caracterizados por contaminação de carga orgânica e produtos nitrogenados, com alta taxa de eficiência. Após o tratamento, os efluentes são lançados no corpo de água receptor de cada unidade.

Materiais e resíduos

 

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De acordo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10), os processos industriais devem priorizar a redução da geração de resíduos sólidos e possuem a obrigatoriedade de maximizar a destinação destes resíduos para processos de reciclagem e/ou reutilização, onde apenas os rejeitos devem ser destinados para aterros industriais e/ou incineração. Independente das exigências dessa lei, as unidades da IP sempre buscam boas práticas para reduzir a emissão de resíduos em seus processos e reutilizar o que for possível.

 

Em 2017 foram geradas 133,7 mil toneladas de resíduos (considerando resíduos sólidos perigosos e não perigosos), sendo que 85% foram compostados internamente e reutilizados como fertilizantes e corretivo de solo nas plantações próprias de eucalipto, 13% foram destinados para reciclagem e apenas 0,5% destes resíduos foram destinados para aterros e incineração.

 

Comparando-se os dados de 2017 e de 2016, observa-se um aumento de 4,4% na geração de resíduos sólidos perigosos, fato este justificado pela manutenção geral da planta de celulose de Mogi Guaçu, e as reformas das unidades de Paulínia e Suzano.

No entanto, do volume total gerado, apenas 63 kg foi destinado para incineração e outros 418 kg foram destinados para a reutilização como matéria base para a indústria de lubrificantes, como combustível para indústrias cimenteiras, por exemplo.

 

Os resíduos destinados para aterro sanitário reduziram em torno de 95%, ao mesmo tempo que os resíduos destinados para reciclagem aumentaram 34%. Os dados positivos se devem ao investimento da IP em programas de conscientização de seus colaboradores e na reutilização de papel no processo produtivo de papel marrom e embalagem.

 

A IP também acredita que a Educação Ambiental é uma grande aliada para o atingimento das diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em função disso, no ano de 2017 em parceria com empresas privadas de outros setores, implementou em uma escola municipal da cidade de Mogi Guaçu um projeto piloto sobre coleta seletiva. Este projeto comtemplou a instalação de um eco ponto; capacitação para professores; gincana e peça teatral para os alunos. Teve duração de aproximadamente 40 dias,

envolvendo 900 alunos e 35 professores. Em 2018 será expandido para mais 4 escolas da cidade de Mogi Guaçu.

 

Veja abaixo os números da gestão de resíduos sólidos da International Paper do Brasil:

 Projeto de Reciclagem

 

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Por meio de uma parceria com algumas empresas privadas de outros setores, em 2017 implementou-se em uma escola municipal da cidade de Mogi Guaçu (SP), um projeto piloto com o foco em coleta seletiva. O projeto durou aproximadamente 40 dias e envolveu 900 alunos e 35 professores. A iniciativa trouxe resultados positivos, como:

 

   Instalação de um eco ponto na escola;

   Capacitação para professores sobre educação ambiental;

   Gincana dos alunos com o tema de coleta seletiva;

   Peça teatral reforçando a importância do assunto.

 

Em 2018, o Projeto de Reciclagem será expandido para mais 4 escolas da região de Mogi Guaçu.

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